Histórias de descompressão... sobre descompressão
Esta cena nojenta que aconteceu em Beslan, Ossétia do Norte, fez-me lembrar dois bonitos episódios que eu meritoriamente protagonizei:
O primeiro ocorreu na escola preparatória onde andava. Fui para trás do ginásio curtir com a Sílvia. Linguado para aqui, apalpão para ali, acabou com ela a amansar-me o poste oblíquo. Não percebi muito bem o que se passou, mas a surpreendente mamalhuda parecia executar as tarefas com mestria e afinco.
O segundo ocorreu num espaço confinado, e por isso também me vem à memória. Tinha acabado de galgar uma tipa, quando ela me explicou que a colega de casa devia estar a chegar. Retorqui: “epá, agora estou um bocado cansado, mas também não quero decepcionar a moça...”. Ela explicou-me por fim, já com a boca lavada, que eu tinha era que bazar que a gaja era muito católica e que por isso podia levar a mal. Ainda me lembro de responder: “essas freirinhas só gostam mesmo de levar a mal, as taradas... até parece que levar a bem é pecado...”. Desfeito o mal-entendido, e perante uma súbita vontade de expurgar uma valente fartura de merda do meu nobre corpo, resolvi apressar-me a fim de obrar no sossego do lar. Mas aí começou a aventura...
O primeiro ocorreu na escola preparatória onde andava. Fui para trás do ginásio curtir com a Sílvia. Linguado para aqui, apalpão para ali, acabou com ela a amansar-me o poste oblíquo. Não percebi muito bem o que se passou, mas a surpreendente mamalhuda parecia executar as tarefas com mestria e afinco.
O segundo ocorreu num espaço confinado, e por isso também me vem à memória. Tinha acabado de galgar uma tipa, quando ela me explicou que a colega de casa devia estar a chegar. Retorqui: “epá, agora estou um bocado cansado, mas também não quero decepcionar a moça...”. Ela explicou-me por fim, já com a boca lavada, que eu tinha era que bazar que a gaja era muito católica e que por isso podia levar a mal. Ainda me lembro de responder: “essas freirinhas só gostam mesmo de levar a mal, as taradas... até parece que levar a bem é pecado...”. Desfeito o mal-entendido, e perante uma súbita vontade de expurgar uma valente fartura de merda do meu nobre corpo, resolvi apressar-me a fim de obrar no sossego do lar. Mas aí começou a aventura...
Ainda no elevador do prédio da gaja – e acompanhado por uma velha estuporada -, o cabrão parou-me entre o segundo e o terceiro piso! Toquei o alarme, bati na porta, mas tudo em vão. E a puta da pensionista a olhar. E a merda a bater em retirada. Como os gajos da Thyssen ou da Otis não pensam nas necessidades mais humanas, tive que começar as negociações: do outro lado da porta do elevador estava o porteiro, acompanhado do marido da velha. Esta era surda e não compreendia a gravidade da situação. Da minha e da dela, porque eu não aguentaria muito mais. Finalmente, berrei uma das minhas melhores frases de sempre: “EPÀ FODA-SE TENHO-O À PERNA! ABRAM-ME ISTO OU VAI PARA O SACO TÉRMICO DA SENHORA!”. A velha (tratei-a por senhora porque a isso fui educado) continuava a sorrir e só parou quando, já fora do ascensor, o marido abriu o saco e lhe explicou o que lá estava dentro.
Já me perguntaram como é que aquilo lá tinha ido parar sem a octogenária reparar. Digo apenas que foi tudo muito rápido. Ofusquei-a com o callipo ainda reluzente da mais recente empranchada, ela cegou momentaneamente, e aproveitei para me aliviar. E não, não é engano ela ter continuado a sorrir até olhar para dentro do saco térmico.
