Serei eu, afinal, a Enid Blyton portuguesa?
Induzido em erro, entrei ontem à tarde na livraria Bulhosa, em Entre Campos. Induzido em erro, não porque não estime uma boa leitura - um Henry Miller quando se está acamado e com comichão no escroto é sempre um par de minutos bem passados, já para não mencionar a despretensiosa posologia de um espermicida (se for em castelhano, ainda melhor) - mas porque esgaravatava um sítio para mijar, imperiais obligé.
Ora, foi nos meandros das prateleiras da bibliografia ameninada que encontrei os livros de Uma Aventura... Li, em fedelho, muitos deles, eternamente esperançado que as gémeas se agasalhassem mutuamente, e concluí que provavelmente faria um dinheirão se vertesse em prosa as minhas próprias aventuras. Mas, para além do conteúdo, mudaria apenas parte do título das referidas obras da literatura infantil portuguesa, porque as minhas façanhas ainda vão tendo algo em comum com as do bando de imberbes que protagonizava as narrativas esgalhadas pela Isabel Alçada e pela não sei quantos Magalhães.
Ora, foi nos meandros das prateleiras da bibliografia ameninada que encontrei os livros de Uma Aventura... Li, em fedelho, muitos deles, eternamente esperançado que as gémeas se agasalhassem mutuamente, e concluí que provavelmente faria um dinheirão se vertesse em prosa as minhas próprias aventuras. Mas, para além do conteúdo, mudaria apenas parte do título das referidas obras da literatura infantil portuguesa, porque as minhas façanhas ainda vão tendo algo em comum com as do bando de imberbes que protagonizava as narrativas esgalhadas pela Isabel Alçada e pela não sei quantos Magalhães.
Assim, onde se lia “Aventura”, ler-se-ia “Foda”. Tudo o resto se conservaria: Uma Foda no Porto, Uma Foda na Falésia, Uma Foda Entre Douro e Minho, Uma Foda na Escola, Uma Foda Alarmante (que oportunamente explanarei neste espaço, pela curiosidade que a caracteriza), Uma Foda no Ribatejo (foda fraquinha, esta...) e ainda muitas outras, que as autoras lusas – por falta de audácia, decerto - não despejaram no papel. Refiro-me, nomeadamente, a Uma Foda no Cacém e a Uma Foda na Sala de Jogos ao Pé do Centro Comercial das Olaias. Os ávidos editores, naturalmente encandeados pelo brilhantismo da ideia, podem deixar os respectivos contactos na caixa de comentários. Quiçá darei cavaco.
