quinta-feira, novembro 11, 2004

Viagens na Minha Terra

O cabrão do meu cunhado, a quem tratei do IRS há uns dias, não se desenmerda com nada. Aliás, suspeito que o filho da puta (era mesmo essa a profissão da mãe dele, que pastava ali para os lados da Rodrigo da Fonseca, ao Ritz, e onde aliás o conheci, quando o imbecil me deu o troco por lhe ter montado a matriarca; crendo que era malandro entendido em fodas, apresentei-o à minha irmã) nem uma punheta desenrasca a ver os Morangos Com Açúcar, o que constitui tarefa elementar para qualquer gajo que se orgulhe da tromba rija.
Bom, sucedeu que o asno foi caçado a conduzir com 1,3 de álcool no sangue, depois de ter ingerido um mero traçado durante o jantar. Como ficou sem habilitação que lhe permitisse guiar, lá tive que acompanhar a abécula a Matosinhos, onde o patrão do javardo tem negócios.
Saímos às oito e meia e às onze já lá estávamos, pois os broches que a mãezinha dele arquitectava foram bastantes para adquirir um 206 GTI, em segunda mão. Ele foi à vida dele, eu fui à minha. Comecei por um café que se patenteou assaz em fauna. Optei pela menos saloia e atirei um clássico “És daqui?”. “Sô, porquiê?” retorquiu a espevitada. “Não sei quê vi-te no Rock in Rio e o camandro e era fixe era mostrares-me as redondezas e já viste o meu carro e mais não sei que caralho...” A putéfia revelou-se complicada de agarrar, qual truta a lutar com a cana. Mas depois percebi que era mesmo isso que ela queria: a cana, concretamente com uma linha de meita a sair-lhe da ponta. Depois de compreender o busílis da questão, foi sempre a assapar. Santo Tirso, Ermesinde, Leixões, Espinho, Leça da Palmeira e Gondomar são agora terras onde deixei semente, porque não há gota de gosma que não acabe no chão quando se termina a demanda.
Despedi-me da gaiata com um “vê se apareces para ver se jogas tão bem fora como em casa” ao qual a cabrita espirituosa replicou com um “bou pois bou, que um moço como tu bale bem a pena os quilómetros”.
No regresso demorámos um pouco mais, porque a amélia do meu cunhado enjoou na A1 e porque ali na estação de serviço da Mealhada convenci uma funcionária da Galp a ofertar cu sob o embalo dos carros que aceleravam na auto-estrada, num vai-e-vem propício ao movimento pendular que se impunha na situação. Mais uma grande foda, foi o que foi.

1 Comentários:

Anonymous Anónimo said...

és um tretas dos diabos,

9:37 p.m.  

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