É a vida
Sábado passado, lá pas quinhentas da manhã, tava eu junto às rullotes em Alcântara, a degustar um cachorro com tudo, como só aquela gente sabe preparar, quando se chegou a mim um bófia que ladrou logo:
“- È favor mostrar-me a sua identificação.”
Pensei: “Ai o caralho que este vai-me azedar a noite...” Indaguei.
“- Tá aqui Sr. Guarda, mas o quê que se passa?” E o calino retorquiu:
“- Sr. Agente. Quero só verificar uma coisa…” Raciocinei: “Grande panasca, arria as calças que já verificas, vai salsicha, pão de cachorro, vai tudo. A batatinha frita até te arranha o olho...”
“- Você é que é o gajo conhecido por Cerveja Morna?” Perguntou o corçel desconfiado.
Cogitei: “Tou fodido, alguém se chibou. Mantém a calma e pode ser que te safes.”
Convicto declarei: ”- Não, mas conheço a peça. Costuma andar lá pós meus lados...”
“- É que esse filha da puta emprenhou a minha irmã mais nova. Fez dezoito não tem seis meses e já tá grávida de dois.” Interrompeu irritado o patrulha.
Matutei:” Ai a puta da minha vida… Só pode ser a Vânia… Larguei-lhe há uns tempos uma foda mal dada. Tava sem borrachinhas, propus-lhe um enrrabanço. Disse que não. Olha, foi à moda antiga. Tirar antes do estoiro. Não resultou. Caralho…agora livra-te desta...Pensa…”
“- Quando o apanhar vai levar um arraial de cacete que nunca mais se levanta!” Desabafou o mano enraivecido. Aí surgiu-me a ideia. Mato dois coelhos duma cajadada só, qués ver…a ver se cola.”
“- Cerveja é alcunha. O gajo chama-se Zeca e costuma andar muito com uma Sandra mas tem sempre uns arranjinhos à parte, lá pós lados de Queluz.” Esclareci serenamente.
“- Ok, obrigado pela dica, anda lá que eu pago-te uma cerveja.” Afirmou agradecido o coirão fardado.
E foi assim, acabei a noite a mamar bujecas à pala do cunhado. Depois fui pa casa directo e agora tenho andado ligeirinho e desaparecido, o que explica a minha ausência de escrita, não vá o Diabo tecê-las. Mas acho que as coisas já acalmaram. Disse-me o meu primo, que um tal Zeca foi apanhado numa operação STOP em Massamá e encontraram-lhe cavalo no banco da frente. Acha que até já tá em preventiva. É a vida...
“- È favor mostrar-me a sua identificação.”
Pensei: “Ai o caralho que este vai-me azedar a noite...” Indaguei.
“- Tá aqui Sr. Guarda, mas o quê que se passa?” E o calino retorquiu:
“- Sr. Agente. Quero só verificar uma coisa…” Raciocinei: “Grande panasca, arria as calças que já verificas, vai salsicha, pão de cachorro, vai tudo. A batatinha frita até te arranha o olho...”
“- Você é que é o gajo conhecido por Cerveja Morna?” Perguntou o corçel desconfiado.
Cogitei: “Tou fodido, alguém se chibou. Mantém a calma e pode ser que te safes.”
Convicto declarei: ”- Não, mas conheço a peça. Costuma andar lá pós meus lados...”
“- É que esse filha da puta emprenhou a minha irmã mais nova. Fez dezoito não tem seis meses e já tá grávida de dois.” Interrompeu irritado o patrulha.
Matutei:” Ai a puta da minha vida… Só pode ser a Vânia… Larguei-lhe há uns tempos uma foda mal dada. Tava sem borrachinhas, propus-lhe um enrrabanço. Disse que não. Olha, foi à moda antiga. Tirar antes do estoiro. Não resultou. Caralho…agora livra-te desta...Pensa…”
“- Quando o apanhar vai levar um arraial de cacete que nunca mais se levanta!” Desabafou o mano enraivecido. Aí surgiu-me a ideia. Mato dois coelhos duma cajadada só, qués ver…a ver se cola.”
“- Cerveja é alcunha. O gajo chama-se Zeca e costuma andar muito com uma Sandra mas tem sempre uns arranjinhos à parte, lá pós lados de Queluz.” Esclareci serenamente.
“- Ok, obrigado pela dica, anda lá que eu pago-te uma cerveja.” Afirmou agradecido o coirão fardado.
E foi assim, acabei a noite a mamar bujecas à pala do cunhado. Depois fui pa casa directo e agora tenho andado ligeirinho e desaparecido, o que explica a minha ausência de escrita, não vá o Diabo tecê-las. Mas acho que as coisas já acalmaram. Disse-me o meu primo, que um tal Zeca foi apanhado numa operação STOP em Massamá e encontraram-lhe cavalo no banco da frente. Acha que até já tá em preventiva. É a vida...
