quinta-feira, dezembro 09, 2004

Certezas da vida

Carcomido pelos remorsos, melhor, pelo medo de me fazerem a folha à grande, pois o mano velho já havia descoberto que o Zeca não era o Cerveja, tomei a atitude honrosa e marquei um encontro com a Vânia (a prenha puta) a fim de discutirmos o que havia de ser do rebento que ela trazia na pança, fazia já dois meses. Ficou pa ontem, às 17H30, na estação de comboios de Algés, lugar público, só pó caso.
Quando a gaja chegou já eu tava de seca há uns 25 minutos. Mais 5 artilhava dali pra fora. Lá sentou a peida e a caixa de carga e murmurou:
"- Olá, tás bom...?"
"Podia tar melhor se não tivesse um bófia no encalço porque fui à coalheira da maninha..." Pensei.
"- Queria-te pedir desculpa..." Mugiu e espantado fiquei.
"- Eu devia ter contado logo mas quando o Jasmim descobriu, eu não tive coragem de lhe dizer que nem sabia quem era o pai e por isso disse que eras tu...mas não és." Murmurou de novo mas aí explodi tal como há uns tempos dentro dela, apesar de exuberantemente feliz.
"- Quer-se dizer!!! A menina roda a malta toda e depois quem se lixa sou eu!!!!!
"-Pois... Mas eu já fiz uns exames, e alguns dos candidatos também e descobriu-se logo." Explicou.
"- E já agora, por curiosidade, quem é o pai?" Perguntei relaxado.
"-É o meu stôr de matemática..." Respondeu cabisbaixa.
"Eh..Esse não percebeu que às vezes 1+1 são 3..." Pensei ainda mais descansado.
E foi assim, mais uma razia e como eu sou um gajo que até aprende com os seus erros, convidei-a a ir dar uma ou duas pá residencial mais próxima e aí fornicámos como deve ser, descansados da vida porque agora de certeza que ela não engravidava...

segunda-feira, dezembro 06, 2004

Afinal não há fodas mal dadas

Fará agora em Janeiro dois anos que me meti, por entre outras coisas, num imbróglio do caralho. Foi da ponta deste que lancei a semente para o então desconhecido: o útero da Alexandra. Desconhecido, não por se tratar de um útero, mas porque ao tempo da foda desconhecia a numenclatura da puta recipiente.
A tipa ficou de balão e eu, tão inexperiente ao aceitar um preservativo que a gaja havia previamente furado para fugir ao jugo do pai militar, quanto ofuscado pela magnífica peida ebúrnea da criatura, não me pus à distância regulamentar e fui apanhado pelo referido progenitor soldado.
A fulana, levada pela eloquência que boto em cada batimento do coiro e do cu, julgou-me à altura de desafiar o cabrão do bisonte que combatera além mar e que se havia esporrado na mãe dela para que nascesse a filha para ele largar porrada. A porrada nela não me incomodava, mas eu é que fiquei entalado na porra desta família. Ainda levei uns estalos que felizmente não se caracterizaram pela força que coloco nas palmadas que dou no pastoreio e tudo acabou comigo e com a Xana no Renault 11 do pai dela, a caminho de Badajoz. A decisão foi obviamente do facínora, porque por mim a cabra tinha emigrado com o puto para casa da tia na Venezuela e nunca mais ninguém falava do assunto, excepto se o bastardozinho desse em cromo da bola e se endinheirasse. Nesse caso, eu tinha direitos de autor.
Ora, e é aqui que as coisas melhoram e me fazem pensar que depois da flacidez vem sempre a tesão, aproveitei a estadia em Espanha para me deliciar com os bocadillos da região. Escusado será escrever que o palavreado já eu conhecia, bem como qualquer gajo que saiba fazer ligações à TV Cabo, e daí até estar a ouvir um "chupa me las tetas" soprado com irrepreensível mestria foi um esfregar de olho. Literalmente.
Confirmei sintaxes, mamas, conas, pronúncias e cus, tornando digno cada cêntimo pago aos filhos da puta da Brisa - até porque foi o pai dela que arrotou os pintores da viagem. Ao fim de três semanas, e com os caramelos locais à perna para me arriarem à moda de Castilla La Mancha, peguei no Renault (a puta que me endrominou há muito que tinha apanhado a camioneta de volta) e regressei, enfim mais sabido, astuto, erudito e entesado. Para compensar os estalos que levei, vendi umas peças do carro e comprei outras iguais num ferro velho.