segunda-feira, dezembro 06, 2004

Afinal não há fodas mal dadas

Fará agora em Janeiro dois anos que me meti, por entre outras coisas, num imbróglio do caralho. Foi da ponta deste que lancei a semente para o então desconhecido: o útero da Alexandra. Desconhecido, não por se tratar de um útero, mas porque ao tempo da foda desconhecia a numenclatura da puta recipiente.
A tipa ficou de balão e eu, tão inexperiente ao aceitar um preservativo que a gaja havia previamente furado para fugir ao jugo do pai militar, quanto ofuscado pela magnífica peida ebúrnea da criatura, não me pus à distância regulamentar e fui apanhado pelo referido progenitor soldado.
A fulana, levada pela eloquência que boto em cada batimento do coiro e do cu, julgou-me à altura de desafiar o cabrão do bisonte que combatera além mar e que se havia esporrado na mãe dela para que nascesse a filha para ele largar porrada. A porrada nela não me incomodava, mas eu é que fiquei entalado na porra desta família. Ainda levei uns estalos que felizmente não se caracterizaram pela força que coloco nas palmadas que dou no pastoreio e tudo acabou comigo e com a Xana no Renault 11 do pai dela, a caminho de Badajoz. A decisão foi obviamente do facínora, porque por mim a cabra tinha emigrado com o puto para casa da tia na Venezuela e nunca mais ninguém falava do assunto, excepto se o bastardozinho desse em cromo da bola e se endinheirasse. Nesse caso, eu tinha direitos de autor.
Ora, e é aqui que as coisas melhoram e me fazem pensar que depois da flacidez vem sempre a tesão, aproveitei a estadia em Espanha para me deliciar com os bocadillos da região. Escusado será escrever que o palavreado já eu conhecia, bem como qualquer gajo que saiba fazer ligações à TV Cabo, e daí até estar a ouvir um "chupa me las tetas" soprado com irrepreensível mestria foi um esfregar de olho. Literalmente.
Confirmei sintaxes, mamas, conas, pronúncias e cus, tornando digno cada cêntimo pago aos filhos da puta da Brisa - até porque foi o pai dela que arrotou os pintores da viagem. Ao fim de três semanas, e com os caramelos locais à perna para me arriarem à moda de Castilla La Mancha, peguei no Renault (a puta que me endrominou há muito que tinha apanhado a camioneta de volta) e regressei, enfim mais sabido, astuto, erudito e entesado. Para compensar os estalos que levei, vendi umas peças do carro e comprei outras iguais num ferro velho.

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