Afinal não há fodas mal dadas
Fará agora em Janeiro dois anos que me meti, por entre outras coisas, num imbróglio do caralho. Foi da ponta deste que lancei a semente para o então desconhecido: o útero da Alexandra. Desconhecido, não por se tratar de um útero, mas porque ao tempo da foda desconhecia a numenclatura da puta recipiente.
A tipa ficou de balão e eu, tão inexperiente ao aceitar um preservativo que a gaja havia previamente furado para fugir ao jugo do pai militar, quanto ofuscado pela magnífica peida ebúrnea da criatura, não me pus à distância regulamentar e fui apanhado pelo referido progenitor soldado.
A fulana, levada pela eloquência que boto em cada batimento do coiro e do cu, julgou-me à altura de desafiar o cabrão do bisonte que combatera além mar e que se havia esporrado na mãe dela para que nascesse a filha para ele largar porrada. A porrada nela não me incomodava, mas eu é que fiquei entalado na porra desta família. Ainda levei uns estalos que felizmente não se caracterizaram pela força que coloco nas palmadas que dou no pastoreio e tudo acabou comigo e com a Xana no Renault 11 do pai dela, a caminho de Badajoz. A decisão foi obviamente do facínora, porque por mim a cabra tinha emigrado com o puto para casa da tia na Venezuela e nunca mais ninguém falava do assunto, excepto se o bastardozinho desse em cromo da bola e se endinheirasse. Nesse caso, eu tinha direitos de autor.
Ora, e é aqui que as coisas melhoram e me fazem pensar que depois da flacidez vem sempre a tesão, aproveitei a estadia em Espanha para me deliciar com os bocadillos da região. Escusado será escrever que o palavreado já eu conhecia, bem como qualquer gajo que saiba fazer ligações à TV Cabo, e daí até estar a ouvir um "chupa me las tetas" soprado com irrepreensível mestria foi um esfregar de olho. Literalmente.
Confirmei sintaxes, mamas, conas, pronúncias e cus, tornando digno cada cêntimo pago aos filhos da puta da Brisa - até porque foi o pai dela que arrotou os pintores da viagem. Ao fim de três semanas, e com os caramelos locais à perna para me arriarem à moda de Castilla La Mancha, peguei no Renault (a puta que me endrominou há muito que tinha apanhado a camioneta de volta) e regressei, enfim mais sabido, astuto, erudito e entesado. Para compensar os estalos que levei, vendi umas peças do carro e comprei outras iguais num ferro velho.
