terça-feira, janeiro 18, 2005

Nova ponta

Não raras vezes engato a quinta na minha manete e esguicho com pujança enquanto vejo os noticiários. Há algo nas gajas que apresentam esses programas que me faz simultaneamente perder e agarrar a cabeça. Acho que são as mamas. Mas nunca dou um top spin aqui ao Cabo da Boa Esporrança a ver uma notícia cujo protagonista é um gajo. Hoje, porém, fui pioneiro: foi durante uma notícia sobre o anúncio de duas novas travessias sobre o Tejo, uma de Algés à Trafaria e outra de Chelas ao Barreiro. Não sei se Deus existe e pouco me interessa porque o Gajo não tem tetas. Mas foda-se, uma notícia destas faz-me pensar se o Filho da Puta não existe mesmo e vive na Ameixoeira.

segunda-feira, janeiro 17, 2005

O Desafio

Sábado à tarde, oito de Janeiro do corrente ano do Senhor, tava eu no “Besugo”, o Snack do primo do meu cunhado que fica ali pós lados da Ameixoeira. Deliciava a vista contemplando os tetos da Gorete, a proletária que costuma servir ao balcão aos fins-de-semana e mais pá noite, depois de umas quantas jolas, no banco de trás do Fiat Uno do paizinho, quando me comecei a aperceber da conversa de um marmanjo na mesa do canto: “- Ah e o caralho e papo gajas todos os dias, já nem me lembro quantas saquei, elas gostam é de puxar lustro aqui à lanterna do “Papa Coentros”. Afinei os ouvidos. Não é que o gajo se gabava de ser o maior angariador de grelo de Lisboa e arredores. Resolvi intervir:“- Peço perdão, não pude deixar de ouvir (o gajo falava tão alto que mais parecia ter engolido um megafone e cagado um subwoofer) mas permita-me discordar da sua pretensão (fica sempre bem este palavreado caro a encetar conversa, acreditem, já papei muita fulana com estas aberturas o que me permitiu levar a outras de género diverso posteriormente) pois na minha humilde opinião e salvo o devido respeito, eu sou o maior armazenista de caixas de fóda nesta capital…”
Aí a conversa azedou. “Paneleiro dum caralho, vai-te mas é fóder, Cabrão!! Cabrão és tu mais o gajo que vive com a tua mãe e que julga ser teu pai!!! Ah é!! Vai mas é levar no pacote!! Vai tu que´ssa merda já parece mesmo um pacote de leite!! Mais uns quantos encavanços e podes tatuar “Gresso - Meio gordo” nas cachadas do rabo!!!”
Enfim, quando a malta já agarrava em copos, tacos, cadeiras, qualquer coisa que desse pa rachar mona, o Martins, dono do estabelecimento, dotado de grande sabedoria, e nessa ponto, de uma caçadeira de canos cerrados carregada com chumbo fino de varar perdiz, serenou a discussão com um pujante: “- Foda-se!!! O primeiro gajo que tente fazer desarranjo ganha um novo buraco do cu!!!!“ Serenámos logo.
Prosseguindo no apaziguar dos calores, declarou: “- Se querem saber quem é o maior papa ratas da capital, vamos fazer um concurso, aqui ficam as Regras: O gajo que comer mais gajas numa semana ganha. Não valem primas, tias ou qualquer familiar, amigas, apaixonadas ou putas. Têm que ser sempre diferentes, não vale repetições e têm que ser desconhecidas. Vale qualquer buraco do cu à boca. Só marcam ponto se trouxerem as cuequinhas das javardas assinadas, por mão própria, não seladas que isso é simplesmente nojento. Se tentarem fazer batota, hão de se haver comigo porque vou pôr uns vigias no vosso encalço!!” A seriedade da advertência justificava-se pelos 6 anos passados em Caxias, por duplo homicídio. E assim ficou estipulado.
Já ia a meio da semana, quarta-feira, e só havia marcado 2 pontos. Semana muito calma devido ao facto de ainda muita chavala não ter regressado das férias do Natal e as que tinham, tavam preocupadas cos testes ou exames. Não tavam paí viradas, não o queriam pôr a jeito, não tavam com cabeça nem boca pa essas coisas. Pobre de mim… eu que só na 1.ª semana do Europeu cheguei às 12. E o pior de tudo é que o adversário já levava vantagem: “5” conforme se podia ler na ardósia à frente da tasca, por baixo do prato do dia “Grelhada Mista 6.5€”.
Quinta ao meio-dia já vislumbrava derrota feia, eu com 3 e o outro com 8. Só um milagre me podia salvar. E salvou. Chamou-se: “Encontro Nacional de Andebol Amador Feminino”, em Carcavelos. Fui pa lá Quinta à noite e só saí Sábado de manhã. Não eram nada de especial mas tinham uma grande qualidade: Só queriam era foder. Rodei a equipa toda de Arcos de Valdevez, Proença à Nova, e as suplentes de Castelo Branco que só tocaram nas bolas fora de campo, coitadinhas...
Mas no Sábado, fim do prazo, lá me apresentei eu no Besugo, com 13 cuecas desportivas no saco, e com o outro pra lá da reserva. Feitas as contas ganhei, por três, o título de “O Fodilhão da Estrela”
Mais tarde veio-se a descobrir que o Coentros tinha feito batota, a mãezinha que é escriturária tinha-lhe assinado umas quantas. Essa agora vai pó serviço com a coalheira ao léu e o filhinho tá no S. José a recuperar dos traumatismos.

terça-feira, janeiro 04, 2005

Uma família às direitas

Um ordinário de um vizinho meu perguntou-me o que é que eu costumava fazer durante a época do Natal. No fundo, o cabrão estava à espera de aprender qualquer coisa com as minhas fartas experiências ao nível da foda, mas eu pu-lo no lugar. Ao caralho, entenda-se, pois decorriam poucos minutos desde o broche com que a Natália (é nesta quadra que ela dá o seu melhor) me havia prendado nas traseiras do presépio gigante, habitualmente instalado na praceta lá do bairro. Depois então de o pôr no lugar, pus também o cabrão: “Estes dias passo-os com a família, que é no fundo aquilo que nos prende ao amor e à vida. Excepto a tua, que está agarrada ao cavalo e a da puta da tua mãe que está agarrada ao chulo que a administra! Agora baza!”
Na verdade, este incauto palhaço tinha razões para perguntar, porque a resposta que eu dei, embora fidedigna, continha imprecisões. Assim, é verdade que passei estes dias com a família. Mas sobretudo com as primas afastadas. Como vem sendo costume, a Clara, a Carla e a Cátia compareceram lá em casa no dia 23 e ficaram até 26.
Ora os restantes familiares - obviamente ignorantes - orgulhosos do meu comportamento, sempre instigaram as três irmãs a passarem mais tempo comigo, para ver se atinavam. Eu, exemplar, cumpri à risca (este ano mais do que nunca, já que as meninas parece que andam especialmente irrequietas) a vontade familiar e, como quem tira mais uma filhó, lá as ia levando à vez até ao barracão do quintal de casa dos meus pais, onde elas tinham sempre mais uma posta para eu cear. Curioso é verificar que as irmãs têm em comum a mesma especialidade: a cona. Ir-lhes ao cu exige muita conversa. A mamada é mal amanhada. De mamas estamos bem mas as temperaturas sentidas no barracão não permitem grandes devaneios e depois as gajas constipam-se e podem-me pegar. Assim, era no colinho do primo que elas iam ganhando juízo.
Conclusão: três dias no conforto do lar, a comer e a comer e a carregar baterias para o fim de ano, noite de costumeiros recordes no que ao engate concerne. Aliás, já me tem sucedido arranjar, durante esse festejo, stock que dura até meados de Março. Dada a extensão do rol de arraiais de piça ocorridos, vou publicando durante os próximos tempos estas bonitas façanhas .