terça-feira, janeiro 04, 2005

Uma família às direitas

Um ordinário de um vizinho meu perguntou-me o que é que eu costumava fazer durante a época do Natal. No fundo, o cabrão estava à espera de aprender qualquer coisa com as minhas fartas experiências ao nível da foda, mas eu pu-lo no lugar. Ao caralho, entenda-se, pois decorriam poucos minutos desde o broche com que a Natália (é nesta quadra que ela dá o seu melhor) me havia prendado nas traseiras do presépio gigante, habitualmente instalado na praceta lá do bairro. Depois então de o pôr no lugar, pus também o cabrão: “Estes dias passo-os com a família, que é no fundo aquilo que nos prende ao amor e à vida. Excepto a tua, que está agarrada ao cavalo e a da puta da tua mãe que está agarrada ao chulo que a administra! Agora baza!”
Na verdade, este incauto palhaço tinha razões para perguntar, porque a resposta que eu dei, embora fidedigna, continha imprecisões. Assim, é verdade que passei estes dias com a família. Mas sobretudo com as primas afastadas. Como vem sendo costume, a Clara, a Carla e a Cátia compareceram lá em casa no dia 23 e ficaram até 26.
Ora os restantes familiares - obviamente ignorantes - orgulhosos do meu comportamento, sempre instigaram as três irmãs a passarem mais tempo comigo, para ver se atinavam. Eu, exemplar, cumpri à risca (este ano mais do que nunca, já que as meninas parece que andam especialmente irrequietas) a vontade familiar e, como quem tira mais uma filhó, lá as ia levando à vez até ao barracão do quintal de casa dos meus pais, onde elas tinham sempre mais uma posta para eu cear. Curioso é verificar que as irmãs têm em comum a mesma especialidade: a cona. Ir-lhes ao cu exige muita conversa. A mamada é mal amanhada. De mamas estamos bem mas as temperaturas sentidas no barracão não permitem grandes devaneios e depois as gajas constipam-se e podem-me pegar. Assim, era no colinho do primo que elas iam ganhando juízo.
Conclusão: três dias no conforto do lar, a comer e a comer e a carregar baterias para o fim de ano, noite de costumeiros recordes no que ao engate concerne. Aliás, já me tem sucedido arranjar, durante esse festejo, stock que dura até meados de Março. Dada a extensão do rol de arraiais de piça ocorridos, vou publicando durante os próximos tempos estas bonitas façanhas .

1 Comentários:

Anonymous Anónimo said...

Lindo!!
Belo regresso, mto inspirador.

6:47 p.m.  

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