Dever cívico
Estes dias que por nós passam como um caralho entre umas tetas ensaboadas contêm, aqui e ali, diversas pérolas dignas de se perder uns minutos a escrevinhar. Pérolas essas, acrescente-se, de um colar resultante precisamente do passar do caralho nas ensaboadas tetas.
Falo do falo. Mais precisamente, de enfiar o falo por onde as gajas falam. E falam muito. Mas deixemo-nos de mistério. Elas palram muito porque andam em campanha para as próximas legislativas. Este specimen "pita político-partidária" tem as suas nuances. E não me refiro àquelas merdas que elas fazem ao cabelo. Refiro-me ao carácter das vacas.
Primeiro são de extremos: ou bem que são umas putas furadas apoiantes do Bloco de Esquerda ou bem que são uns copinhos de meita do Partido Popular. Do PS e PSD é que nem vê-las. Da CDU, nem gajas nem gajos, acho que só resta o pessoal do Lar de Idosos de Serpa.
Depois, são histéricas. Como defensor da democracia que sou (acho que todas, independentemente da origem social, raça, credo, religião, clube desportivo, programa favorito e posições sexuais preferidas, têm direito a fodas do melhor), custa-me os berros e as faltas de consideração pelas ideologias alheias.
Porém, estes dois defeitos rendem-me dividendos. É calcorreando os concelhos adjacentes à capital, em busca de comícios, que ponho em acção o genial plano que passo a descrever: chego a um comício e espero que uma qualquer cabrita me venha entregar um autocolante do partido; depois começo a mandar vir; depois a puta passa-se e chama-me fascista ou comunista, dependendo da interlocutora; depois faço um breve discurso sobre direitos e liberdades; logo as gajas caem no conto do Cerveja e já nem vêem o comício, antes passando-o nas traseiras a morder o pau da bandeira, enquanto lhes ponho a cruz na anilha certa. Ora, porque é que isto dá resultado? Dá resultado porque as gajas estão-se borrifando (não tanto como eu para os cabelinhos delas, com nuances) para os resultados eleitorais. Elas acompanham a campanha porque sabem que na noite das eleições vai haver foda. Quer ganhem, quer percam. Eu, aproveitando a onda patriótica, e discursando sobre a bela história do nosso país, antecipo-lhes o arrepanhar dos pintelhos e indigito-me para as montar.
Entretanto, apanhei uma pêga do conselho distrital do PP num comício na Reboleira e vai na volta ainda apareço nas próximas listas do partido para a Junta de Freguesia. A ver vamos, pá, mas às tantas opto mas é pela carreira de seminarista, que aquilo parece que é só freiras que dão cu e boca, assim preservando o lacre virginal que lhes confere a garantia.

Lindo, gosto do cariz político