terça-feira, maio 31, 2005

Apontamento de bola

Estas últimas semanas têm sido dedicadas, como é óbvio, ao futebol. Claro que quando escrevo futebol, deve o leitor entender que não me refiro a assistir aos jogos, porque ver gajos a correr, embora possa ser divertido - sobretudo quando levam uns pastores alemães esfomeados na peugada - ao fim de um tempo cansa. Gosto sim de ir para a Praça Sony, abancar de costas para o ecrã e observar quais as pitas que mais vibram e saltam com a bola, o que faz antever nas meninas o jeito que levam para a boa foda. É então que escolho uma ou cinco, para que as possa consolar a golpes de piçada ou com elas celebrar espetando-lhes o foguete na mina de ouro, consoante a equipa perca ou ganhe. É a chamada "win win situation". Ou em português, "hoje vão-me dar broche".
Ora, depois de duas semanas a festejar a vitória e apanhar uma congestão de cona encarnada (e preta, pois não há angolana e cabo-verdiana que não seja do Benfica), eis que surge a aprazível surpresa sadina. Tal como o peixe que de lá vem, também a carne setubalense é bem boa. Razão tinha, afinal, o José Maria Barbosa du Bocage. O que o gajo ia fazer ao Nicola tantas vezes, é que eu já não sei. Aquela merda nem tem SporTV...