ELÓ, AO AR IU?
Hoje decidi debruçar-me, no sentido literário do termo e não no físico porque esse deixo ao gajedo de que normalmente usufruo, sobre uma raça de gaja que muito aprecio e que costumo denominar por “Estranjas”, vulgo “Bifas”, “Camonas” ou “Saloias de Fora”.
Tal género apresenta colossais vantagens, no que respeita à prática do apelidado “fodilhanço”. Ora vejamos.
Na maior parte dos casos, esta espécie não fala a língua, daí a relação ser parca em conversa, dando tais espécimes, uso à mencionada língua, para outros fins mais lascivos como sejam um essencial lamber de tomateiro ou de cabeça de nabo.
Normalmente também não arriam âncora muito tempo, dada a caducidade do visto ou à reduzida estadia, pelo que primam pela qualidade da chamada “foda esporádico – transitória”, ou seja, quando começa a fartar, põem-se nas putas.
É de referir a circunstância de muitas delas virem carregadas dele (refiro-me à guita), o que se revela deveras conveniente em situações de financiamento de copos, saindo-lhes mais tarde pela culatra, tal a borrasca auferida, dado o facto de eu lhes calçar pelo cu.
É de salientar ainda, que muitas delas, oriundas de países desenvolvidos, de mentalidades modernas, não levantam qualquer objecção ao fodanço a três, com apenas um terço de gajo, pelo que não raras vezes ocorreu já comer duas coelhas com uma cajadada só....
E por fim, mas não menos importante, na maior parte dos casos vêm desacompanhadas de pastor, facto que fornece uma relativa descontracção no que respeita à vingança dos encornados.
Em conclusão, recomenda-se seriamente este tipo de iguaria sem desaproveitar ou ignorar, no entanto, a qualidade da chicha lusitana.
