quinta-feira, maio 18, 2006

Bater recordes

Desde o meu último acidente, tenho vindo a recuperar deitado no sofá em frente à televisão. O que mais rapidamente recuperei foi o antigo recorde do número de punhetas enquanto assisto a um único programa de televisão. Claro que, havendo programas maiores que outros, quais caralhos, faço a média de punhetas por minutos de programa. Assim, o meu antigo máximo era de uma punheta cada três minutos, enquanto via o Jogo do Ganso. Numa ocasião, a ver o Natal dos Hospitais, ia ficando perto desse feito, mas fui ficando seco, fartei-me e preferi ir pedinchar um broche à filha da porteira, para me aliviar a irritação.
Há duas semanas, no entanto, enquanto assistia a um anúncio de uma companhia telefónica, fiquei com ele em riste parecia o mastro da bandeira de Portugal do Parque Eduardo VII. Refiro-me ao anúncio em que uma cambada de putas se telefonam a propósito das purpurinas, que não faço um caralho de uma ideia sobre o que possam ser. Feitas as contas, esgalhei duas à conta daquela merda e bati (palavra indubitavelmente apropriada) o meu próprio recorde. No dia seguinte, liguei para a produtora do anúncio e solicitei o número de uma das protagonistas que, embora jovens, me afiançaram terem todas mais de dezasseis anos. Não que me importasse se tivessem menos, mas a gaja que me atendeu o telefone queria conversa.
Fui portanto ter com a Bé. Enquanto lho metia peida acima (a puta disse que todas as amigas dela já levavam na cona e que por isso queria inovar) o telefone tocou. Era a Teresinha. “Um broche?” – inquiriu a Bé – “Vou já ligar à Chica!” Não me importei com o telefonema, já que continuava com ele entalado. “A quem? Não sei, deixa-me ligar à Teresinha!”; “Estou, Teresinha, quem é que a Fifi alambazou? O Pedrito! Vou já ligar à Chica!” Enfim, esta cena durou duas horas e meia e ainda esgalhei uma no autocarro que me levou a casa porque o anúncio passou na rádio. Mas ainda não esqueci aquelas tetas e cus do Jogo do Ganso...

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