terça-feira, junho 27, 2006

Histórias encantadas panascas suburbanas

Numa casa toda fodida de habitação social, nas Olaias, viviam 3 jovens panascas:O Prático, o Heitor e o Cícero. Quando não iam à escola, ficavam a brincar felizes, enrrabando-se à vez uns aos outros num jardim perto de casa. Ao escurecer, voltavam cansados e satisfeitos.Em casa esperava-os a puta da avozinha, que lhes preparava grandes bolos com natas e morangos, que eles usavam para se lamber uns aos outros.Um dia, Cícero, o mais pequeno, propôs:
-Credo! Agora que já somos grandes, com pastel e lindas, podemos comprar uma casa só para nós e viver sozinhas!! Cada uma comprará a sua, a seu gosto, sim!!??
Cícero não queria gastar muito, pelo que considerou que bastaria um apartamento, construído em Pladur, numa urbanização nos arredores do Seixal, Heitor, pelo contrário, pensou que uma casita em alvenaria seria suficientemente confortável e resistente e que não teria de trabalhar muito a atacar no parque Eduardo Sétimo para a comprar.O Prático queria uma casinha como manda a lei, por isso, fartou-se da apanhar no cu e serviu tudo o que era panilas nos arredores da capital com muito afinco mas lá comprou um apartamento num condomínio fechado, em betão armado, lá pós lados do Fogueteiro.
- Assim estarei resguardado do Chulo, que está prestes a sair do EPL.
De facto, veio o chulo e bateu na casinha de Pladur: Truz! Truz! Truz!
- Quem é? – Perguntou o paneleiro do Cícero. – Um amigo... abre a porta, sua cabrona! - respondeu o Chulo.
- Não! És o Chulo mau e não te vou abrir a porta!
- Ai sim?! – Rosnou o Chulo rangendo os dentes.- Vê então como abro a tua porta! – E com um maço rebentou a porta da casa mas o panasquinha conseguiu fugir.Enquanto Cícero escapava, o Chulo foi bater à porta da casa do Heitor:
- Abre a porta chavalo, que eu não te faço mal! Heitor também não quis abrir, mas um par de arremessos de maço foram suficientes para destruir a sua casinha, mas lá conseguiu fugir.Muito excitado, o Chulo bateu à porta da casa do Prático.
- Vai-te embora, Doida! – Respondeu-lhe o panasquinha.Desta vez, o Chulo bateu e bateu muitas vezes, mas a casa, com porta de segurança reforçada e construída com cimento, estrutura em ferro e tijolos era demasiado sólida até para ele.Por fim, o Chulo mau ficou sem forças. Aborrecido, levantou o punho, ameaçando:
- Por agora, deixo-te... mas depressa voltarei! E vou-te comer esse cu de uma só vez!Quando se fez noite o Chulo voltou. O Prático ouvi-o a trepar pelo algeroz para subir até ao apartamento.Enquanto se metia pela chaminé, o Chulo espumava da boca de tesão já pensando no cusinho que o esperava, mas o Prático, que tinha a lareira acesa, atiçou a chama com toda a lingerie comestível que tinha, que arde qué uma beleza.O Chulo já estava a meio caminho quando começou a cheirar a queimado: era a sua pissa que começava a chamuscar! Saiu pela chaminé e desapareceu uivando.No dia seguinte, enquanto o pobre Chulo, com a pila enfaixada, continuava a fugir para o mais longe possível, o amigos bichas dos 3 panasquinhas celebravam, nos Armazéns do Chiado, a valentia do sábio panasquinha e o retorno à tranquilidade.

1 Comentários:

Anonymous Anónimo said...

A melhor versão de um grande clássico!

Não me arranja o telefone do Chulo, não?

11:52 a.m.  

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