quarta-feira, outubro 20, 2004

Conas e Subúrbios

Regresso pelo presente à afidalgada temática que me tem ocupado, a par do chupanço da papaia, a última semana. Refiro-me, como certamente perceberam pelo título, ao estudo sobre os insubstituíveis arredores da capital lusa.
Por dissecar ficou, em primeiro lugar, São Domingos de Rana, essa Almada em potência. É, na verdade, localidade a examinar. Apresenta-se solarenga e, por conseguinte, com malandras em pouca roupa, o que consente a observação de magnânimas tetas. Por vezes, porém, este tipo de apreciação pode ser um engodo: um primo meu peregrinou para terras algarvias e consolava-se a desramar punhetas à custa dos decotes que por lá cirandavam, nunca tentando sacar as respectivas donas, prescindindo assim de lustrar o poste na quinta-essência vaginal das meninas da Quarteira (nunca mais vi o cabrão e ouvi dizer que deu em larilas). Portanto, advirto: quando em São Domingos de Rana, apreciar sim, mas sempre no intuito de dar brilho às peidas locais.
Barcarena tem colinas e, só por isso, é redondinha o suficiente para me deixar com ele em riste. Aconselha-se que se passe em revista.
Reboleira é terra de pentilheira farta, qual bigode de treinador da Segunda Liga, escalão aliás que alberga o clube da terra.
Porto Salvo não sei que ainda não tive oportunidade de passar por lá, mas diz quem conhece que é parco em pito. Contudo, como o Padre Elias já está meio gagá, o melhor é agendar uma ida para a próxima lua cheia.
E assim concluo este estudo cujo aprofundamento prometo, tal como prometi um outro à Sandra este fim de semana. Estou consciente da escassez de informação que debitei sobre o tema, mas encaro esta análise como o Eça encarou o conto Civilização, mais tarde vertido na extensa obra A Cidade e as Serras. Ou se quiserem – e devem querer – como se se tratasse de receber um beijo quando ainda aí vem um broche.

1 Comentários:

Anonymous Anónimo said...

está melhor! está muito melhor...

1:38 a.m.  

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