Segunda montagem
Anteontem, enquanto procurava a oficina do meu primo na Cintura Industrial de Loures-Norte, encontrei uma das minhas primeiras namoradas. Pelo menos foi o que lhe chamei para introduzir diálogo, porque na verdade não me lembrava do nome dela. Enfim, levou com ele em tempos e namorada foi o termo que me ocorreu.
“Eh, caralho,” - pensei eu, enquanto confirmava no porta-luvas o stock de preservativos – “queres ver o meu primeiro remake !”. Explico o alcance do epíteto: que se apinhe a cona a uma gaja duas vezes em diminuto período de tempo, é considerado feito modesto e a segunda empranchada mais não é que uma mera sequela, até porque raramente o segundo episódio é superior ao primeiro. Agora, que se deixe passar uns anos – ou no caso em análise mais de uma década – até ao enrolanço seguinte, deixa de se considerar uma continuação e já assume contornos de remake. Continuo a explicar: o canastro do fodilhão (eu próprio) já não é o mesmo, pois apresenta aperfeiçoamentos ao nível da resistência (stamina), da força e da técnica; o corpo da fodida (a fêmea) também apresenta alterações, cuja apreciação remeto para consideração posterior; e o local do embate é igualmente diferente, já que as traseiras do armazém da AutoSaraiva – Montagem Fabril, Lda. pouco se assemelham à arrecadação do externato que a então petiz frequentava.
O remake foi o conjecturado: já conhecia a história, contada com escassas inovações em relação ao script original (de referir um telefonema do meu primo que continuava à espera que eu aparecesse na oficina e ainda tinha que ir a casa dos sogros em Palmela deixar a menina – também ninguém mandou o filho da puta casar-se...).
“Eh, caralho,” - pensei eu, enquanto confirmava no porta-luvas o stock de preservativos – “queres ver o meu primeiro remake !”. Explico o alcance do epíteto: que se apinhe a cona a uma gaja duas vezes em diminuto período de tempo, é considerado feito modesto e a segunda empranchada mais não é que uma mera sequela, até porque raramente o segundo episódio é superior ao primeiro. Agora, que se deixe passar uns anos – ou no caso em análise mais de uma década – até ao enrolanço seguinte, deixa de se considerar uma continuação e já assume contornos de remake. Continuo a explicar: o canastro do fodilhão (eu próprio) já não é o mesmo, pois apresenta aperfeiçoamentos ao nível da resistência (stamina), da força e da técnica; o corpo da fodida (a fêmea) também apresenta alterações, cuja apreciação remeto para consideração posterior; e o local do embate é igualmente diferente, já que as traseiras do armazém da AutoSaraiva – Montagem Fabril, Lda. pouco se assemelham à arrecadação do externato que a então petiz frequentava.
O remake foi o conjecturado: já conhecia a história, contada com escassas inovações em relação ao script original (de referir um telefonema do meu primo que continuava à espera que eu aparecesse na oficina e ainda tinha que ir a casa dos sogros em Palmela deixar a menina – também ninguém mandou o filho da puta casar-se...).
O final surpreendeu pela positiva porque é raro nos dias que correm levar uma chupadela depois da cuspidela, mas foi bagatela que serviu apenas para deliciar os verdadeiros fãs da primeira montagem.
